Primeiramente, gostaríamos – equipe Plataforma RP – de pedir desculpas aos nossos leitores pelo tempo que ficamos sem atualizar nosso blog.
Agora, peço licença a vocês para fazer um desabafo. Meu nome é Juliana, tenho 23 anos e sou recém-formada em Relações Públicas, por uma faculdade que é considerada de ponta, a FECAP (Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado). Sempre estudei muito e tive boas notas, chegando até a ganhar bolsa por desempenho. Realizei estágio e me dediquei. Procuro sempre participar de eventos (cursos, palestras, seminários, workshops, entre outros), na área para adquirir conhecimento e, quem sabe, fazer networking.
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| Procurando um lugar ao sol - imagem stock.xchng |
No entanto, mesmo com estas “qualidades” ainda sim há 11 meses estou em busca de um lugar ao sol, ou seja, são 11 meses que estou em busca de uma colocação profissional na área. Confesso que quando escolhi Relações Públicas não entendia muito bem o que era, mas já no 1º ano me identifiquei e com o passar do tempo fui tendo certeza que o “tiro no escuro” foi certeiro. A paixão pela área é crescente, “é” pois sou apaixonada e considero que a cada dia de aprendizado fico ainda mais.
Pretendo viver das Relações Públicas e quero ter prazer em fazer isto, em levantar todos os dias pela manhã e passar a maior parte dele na empresa amando fazer e estar ali. Mas após 11 meses me pergunto: “O que será que fiz de errado?” ou talvez a pergunta mais adequada seja: “O que será que ESTOU fazendo de errado?”. Por que entre as entrevistas – que considero poucas – acabei ficando para trás em todas?
Ser tímida, talvez, seja 'um ponto a melhorar em mim', quando chego aos lugares (nos eventos que citei acima, por exemplo) não consigo sair conversando com todo mundo, não sou do tipo de pessoa expansiva sabe? Fico reservada observando, posso dizer que aprendo muito nos eventos e observando as pessoas, mas acabo não fazendo networking, como citei no 1º parágrafo. Apesar deste meu jeito, me adapto fácil a novas situações, tenho muita vontade de fazer e acontecer, sou dedicada e acredito que tenho muito potencial.
Pra terminar este desabafo peço a vocês que chegaram até aqui, que me ajudem, deem conselho(s) ou alguma luz que me “guie” nesta minha caminhada.
Espero os comentários e na semana que vem tem mais! Até lá!

Ju!!!
ResponderExcluirPrimeiramente digo que amei descobrir que você, Tati e Keila são as autoras desse blog!
Muito bom! Acompanharei mais.
Aproveito o espaço pra tentar ajudar ao menos em algumas reflexões, já que não sei mais detalhes sobre esses 11 meses.
Primeiramente avaliar como está o seu interesse pelas inúmeras áreas possíveis em atuar, quanto mais restrito, obviamente mais difícil também. Caso queira muito alguma experiência, vale aceitar novas possibilidades que talvez não pensava, exceto aquilo que de fato não goste. Afinal, no fim das contas te garanto que em qualquer área da Comunicação o Relações Públicas terá inúmeras chances de colocar seus conhecimentos em prática. Digo por experiência de uma Relações Públicas que sempre trabalhou em departamentos intitulados Marketing, mas que em inúmeros momentos vi ali ações puramente RP.
Como é chamada para as entrevistas certamente o currículo está interessante, então o ponto a ser trabalhado provavelmente é o marketing pessoal, ainda mais considerando a timidez comentada.
Infelizmente em entrevistas, a depender do processo seletivo, empatia conta até como critério de desempate. E este é o momento de você provar que é a merecedora da vaga e de mostrar tudo aquilo mais que você possui e que não é colocado em currículo: postura, segurança, auto-confiança, vontade de aprender e contribuir, entre outros que encaro como essenciais. Além de identificar no decorrer da conversa características suas que atentam o que querem e deixá-las expostas, se possível, com exemplos.
Além disso, mais do que supor a razão da não escolha é perguntar. Explore esse contato de RH ou gestor que conversou contigo e na ausência de retorno ou em retorno negativo peça feedback.
Encare as entrevistas não só como uma possibilidade de trabalho, mas de aprendizado e experiência também.
No mais, fico feliz que não tenha desistido dessa profissão e siga na busca.
Desejo boa sorte e no que precisar tem meu contato. ;)
Bjs,
Roxana.
Rô... Seja muito bem-vinda ao nosso blog e está mais do que convidada a retornar!
ResponderExcluirSuas dicas são sempre valiosas e já uso algumas desde a faculdade, muito obrigada!
Em relação aos 11 meses, estou desempregada a 5 meses, os outros 6 eu estava trabalhando como vendedora externa, por isso o considero também.
Mas vou abusar de você mais um pouquinho e pedir mais uma dica, como pedir este retorno pro RH, fico sempre sem saber, se ligo ou envio e-mail, como posso fazer sem parecer "entrona" sabe?
Fiquei muito feliz de te ver por aqui, espero ver mais comentários seus daqui por diante ;)
bJus
Pode deixar que passarei por aqui mais vezes! ;)
ResponderExcluirEntão Juh, não vejo a possibilidade de parecer entrona. Muito pelo contrário, acho que a falta de contato sua pode parecer descaso, que você não gostou muito ou encontrou outra coisa.
Basta dizer algo do tipo: "Poderia aproveitar a oportunidade em solicitar um feedback sobre meu desempenho na entrevista e razão de eu sair do processo seletivo? Entendo como uma oportunidade construtiva e ficaria grata se pudesse fazê-lo."
Eu sempre dei preferência em fazer isso por telefone, acho melhor. Por e-mail também dá, mas costumam ser muito genéricos ou nem respondem.
Geralmente ao final das entrevistas eles dão um prazo de retorno, ao final deste prazo se o retorno não aconteceu já ligue.
Se disserem que ainda não finalizaram o processo, ok. Aguardem mais um pouco, mas não deixe de buscar resposta e o feedback.
Esse mundo de entrevistas é um jogo bem complexo!
Há que apurar a competitividade.
Bjs.
Bom... Valeu mais uma vez pelo conselho, vou passar a usá-lo com certeza!
ResponderExcluirbJus