No dia 01º de agosto, foi realizada a primeira aula do Curso Comunicação Empresarial, no Teatro do CIEEE (Centro de Integração Empresa-Escola) em parceria com a ABERJE (Associação Brasileira de Comunicação Empresarial), com o diretor geral da ABERJE e professor doutor da ECA-USP, Paulo Nassar.
Trabalhamos o assunto em duas partes, a primeira foi postada no dia 09 de agosto, “O papel do comunicador e da comunicação nas empresas – O comunicador dentro das empresas”, no qual tratamos das funções e dos papéis do comunicador empresarial. Hoje, vamos falar um pouco sobre a evolução e o papel da comunicação dentro das organizações, a chamada comunicação empresarial.
A comunicação nas empresas
A comunicação dentro e das empresas vem evoluindo constantemente, segundo o Profº Dr. Paulo Nassar, “a comunicação empresarial passou de patinho feio para cisne!”. Ou seja, a comunicação passou a ser vista como uma área estratégica nos negócios das organizações, recebendo cada dia mais investimentos e fazendo parte da diretoria que se senta com o presidente para discutir tais ações.
Em matéria publicada na revista Valor Setorial (novembro de 2010), “Presença e aptidão para ouvir todos os públicos”, Marlene Jaggi, diz o seguinte:
“Constantino de Oliveira Junior [presidente da Gol Linhas Aérea] e Marcos De Marchi [presidente da Rhodia] fazem parte de uma nova safra de líderes empresariais que colocam a comunicação com seus públicos no mesmo patamar em que sempre reinou, absoluto, o aspecto financeiro dos negócios.” (pg.12)
O que vem exatamente ao encontro com o que o Profº Dr. Paulo Nassar disse em sua aula/palestra.
Segundo pesquisa encomendada pela revista Valor Setorial, para o DataAberje (instituto de pesquisa da ABERJE), o atual líder empresarial busca profissionais que estejam dispostos a falar, mas principalmente ouvir e que estabeleçam entre a empresa e seus públicos um relacionamento “pautados pela ética, transparência e respeito” (pg.12). O que só pode ocorrer quando a área de comunicação social da empresa está totalmente ligada com os objetivos e metas da organização.
Em contra partida, as instituições ainda trabalham o mapeamento de públicos colocando-se no centro do “mundo” e seus diversos públicos em volta. Paulo Nassar, em sua aula, também cita uma pesquisa realizada pela ABERJE, na qual os líderes empresariais falam da missão, visão e valores da organização, mas se esquecem de falar do outro, pensam apenas em si.
Neste sentido, o papel da comunicação empresarial (ou qualquer outra denominação para a mesma), evoluiu e vem evoluindo constantemente, contudo, ainda é necessário muito investimento de tempo, pessoal, dinheiro e, principalmente, consciência para ela (comunicação) chegar num patamar realmente de ouvir e falar no tempo adequado. Mas, para terminar vamos citar mais um trecho da matéria da revista Valor Setorial (novembro de 2010) que nos fala sobre os novos tempos:
“Nesse novo mundo que pede mais equilíbrio entre os interesses da sociedade e das empresas, não há uma receita pronta de ação para as áreas de comunicação corporativa, até porque as demandas mudam conforme a cultura regional, organizacional e setorial. Há, porém, pontos comuns dos quais nenhuma empresa que queira estar alinhada aos novos tempos não pode prescindir: uma equipe de comunicadores capacitados a atender com rapidez e qualidade as solicitações de todos os públicos e uma liderança fortemente engajada nas demandas de todos os seus públicos. Mais do que nunca é a hora e a vez das relações humanas.”! (pg16)
Neste parágrafo da matéria está bem claro esta evolução e que para os novos tempos o papel do comunicador e da comunicação empresarial é o relacionamento e engajamento de todos, principalmente, líderes para que a organização continue também evoluindo e crescendo junto com a sociedade em que está inserida, mas também, num mundo cada dia mais globalizado!
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