Na segunda-feira passada, 1º de agosto, o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), junto com a Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (ABERJE) realizaram a primeira aula do Curso Comunicação Empresarial com o Profº Dr. Paulo Nassar, diretor geral da ABERJE e professor doutor da ECA-USP.
Para este assunto, serão publicados dois post: o de hoje iremos discutir um pouco do comunicador dentro das empresas, entender sua função e seu papel; já no segundo, vamos discutir a comunicação empresarial, seu papel dentro das organizações e sua evolução.
O comunicador dentro das empresas
A realidade de hoje é complexa e o comunicador deve ir além da comunicação em si. Segundo Paulo Nassar, dentro das grandes empresas, praticamente nenhum diretor de comunicação é formado apenas nos cursos de comunicação, ele sempre possui uma segunda formação; muitas delas não estão ligadas a área de comunicação ou administração, mas como arquitetura, engenharia, serviços sociais, entre outras. São formações que complementam o aprendizado e dão uma visão de mundo mais ampla. No mesmo sentido, Marcos De Marchi, presidente da Rhodia, em entrevista para a revista Valor Setorial, de novembro de 2010, diz o seguinte:
“Os cursos, especialmente os de pós-graduação devem preparar comunicadores multidisciplinares, de alto-nível cultural, capazes de atuar nesse universo de relações tão complexas.” (pg. 16)
Agora, falando um pouco sobre “alto-nível cultural”, citado por De Marchi, Paulo Nassar também diz, tanto em sua palestra, como no artigo Miopia Pura, que só sobrevivera o profissional de comunicação que for culto, ou seja, aquele profissional que ajusta o ambiente da empresa dentro da ética, estética e técnica da sociedade em que está inserido.
O profissional passa a ter mais papéis dentro das organizações, do que “simples” comunicador, ele passa também a ser educador e narrador. Muitas vezes, são através destes outros papéis que o profissional de comunicação consegue cumprir uma de suas funções, que é legitimar a organização perante seus públicos. Além, de se utilizar destes para resolver conflitos, que passam cada dia mais de conflitos trabalhistas, para conflitos de gênero (raça, cor, religião, cultura...).
Outra habilidade fundamental, que Marlene Jaggi cita na matéria “Presença e aptidão para ouvir todos os públicos”*, é a flexibilidade, que segundo o dicionário Priberam, quer dizer “2. [figurado] Aptidão para trabalhos e estudos de natureza diversa.”, ou seja, é a capacidade do profissional de trabalhar com diversos papéis e ferramentas dentro das organizações.
O comunicador atual é um profissional “multiuso”, que precisa se adaptar e estudar, não só a empresa para a qual trabalha, mas também entender o setor e a comunidade que a instituição está inserida.
* Revista Valor Setorial/novembro de 2010/pg.16.
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